segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E agora?



Te conheci naquela festa e gostei, não que você seja tão bonito ou nem tão interessante o suficiente para um romance de 29 dias, mas ali meu único e intenso desejo era te pegar no escuro, te agarrar pelo pescoço, fazer suar sua camisa enquanto meus lábios escorriam pelo seu corpo, queria sua força na minha cintura e sua mão boba brincando com meu corpo. Pior que tive uma sensação estranha e calorosa quando você pediu meu telefone, um arrepio no meu corpo inteiro, já te querendo. Surpresa fiquei quando recebi uma mensagem fofa de boa noite no dia seguinte, eu sei tudo que estava escondido por trás daquele ''Boa noite princesa''.Meu tesão não exitou e respondeu rápidamente com um ''To te querendo, vamos nos ver?'', pode parecer um tanto cafageste, mas pouco me importava o quão lady devastadora você me acharia, afinal, se você não aceitasse meu leve convite para um aconchegante lugar  cheio de surpresas, só me restaria dormir sem remorços e vontade (eu daria um jeitinho).Você praticamente surgiu na minha porta em 15 minutos. Facinho o moço. Eu adorei, adorei mais ainda aquela quantidade de piruetas que fizemos, também, aquele tesão acumulado de 24 horas que só aquecia nosso corpo. Não precisei ficar dando uma de mocinha virgem depois de uma noite dessas e depois das nossas mensagens cheias de tesão só restava aproveitar mais umas noites calientes. Sim, a única coisa que eu queria era sexo, desculpe a expressão, mas que puta sacanagem gostosa eram aquelas hein. Chegamos aquele ponto que as saidinhas extravazantes se tornaram mais frequentes do que deveria.E cá estou eu, me encantando por quem só desejei prazer, eu que nunca te achei tão bonito,  e agora  você virou perfeição aos meus olhos. Eu que só te convidava para transar hoje lhe chamo para fazer amor. Nós que no início passavamos noites esporádicas de sexo descompromissado, agora passamos juntos também o café da manhã. Eu que ria quando ouvia por você um ''te adoro'', e hoje estremesso quando ouço até um ''você é linda''. Bom, talvez eu te esqueça, como já esqueci tantos outros, talvez depois você elogie e ame outra. Mas sabe o que eu realmente queria? Que essa outra me chamasse de mãe.

(M.Goper)

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